UA-89169382-1 Crônicas de Juvenal: inseminação artificial
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quinta-feira, 24 de março de 2016

O amor nos tempos de cólera

Aparentemente, tudo parece ter dado certo.

Notícia publicada no jornal O Globo online de hoje fala de um romance inusitado entre dois australianos, Aminah Hart e Scott Andersen. De acordo com a notícia, "em 2012, a publicitária engravidou com o esperma doado por Scott. Os dois não se conheciam, mas, depois que o bebê nasceu, Aminah foi atrás do pai biológico. Eles se apaixonaram e, em dezembro, casaram-se".

Aparentemente... Até prosseguirmos algumas linhas na leitura da notícia e tomarmos conhecimento de outros detalhes mais "comerciais", digamos, da história: "A publicitária escreveu um livro sobre eles, 'Como conheci seu pai', que agora deve virar um filme feito pela produtora que fez 'Simplesmente amor' e o 'Diário de Bridget Jones' ".

Fiel à profissão, Aminah conseguiu fazer da sua história pessoal um promissor produto comercial. "Mas histórias reais também merecem virar livro", dirão alguns. Certo! Difícil vai ser conseguir convencer os públicos do livro e do filme que Banco de Esperma não é agência de namoro.



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Clandestinidade

Casos de inseminação artificial tornaram-se tão comuns que poucos se lembram da época em que a novidade ainda era uma espécie de tabu - a ponto de virar tema de novela da Rede Globo. Mas este caso de inseminação artificial aqui tem um requinte que nenhum outro pode oferecer: a amostra de sêmen pode ter pulado o muro de uma penitenciária!

Isso mesmo: "o pai da criança é integrante do grupo Hamas e está preso em uma penitenciária israelense, onde visitas conjugais não são permitidas. Ele e a mulher não se veem há mais de 15 anos, no entanto desejavam ter um filho homem (http://oglobo.globo.com/mundo/semen-clandestino-mulher-palestina-da-luz-bebe-de-pai-preso-5786805#ixzz23ZxlYy8E).

Ninguém quis dizer exatamente como isto aconteceu, mas fato é que uma amostra clandestina de sêmen chegou com segurança até a clínica de inseminação artificial, onde o "material passou por um procedimento para que as chances de nascer um menino fossem maiores, o que de fato aconteceu."

O garoto recém-nascido é o terceiro filho do casal, mas não será o único a não conhecer o pai no momento de vir ao mundo. Sua esposa estava grávida de cinco meses da sua segunda filha, quando o militante foi preso. Pelo visto, o garoto só irá conhecer pessoalmente seu pai quando estiver adolescente, já que "o palestino cumpre sentença de 32 anos de prisão por ter participado do ataque a israelenses no mercado de Majane Yehuda, centro de Jerusalém".

Enquanto este dia não chega, ficam aqui uma sugestão que - por questões óbvias - irá servir de inspiração e auto-análise para o pequeno: a canção "Clandestino", de Manu Chao (a qual reproduzo abaixo).