Ainda em plena campanha pela desaceleração do meu dia a dia e ajudada pelos engarrafamentos monstruosos aqui na Roça Grande - que já me impediram duas vezes só esta semana de chegar até minhas atividades pós-trabalho - acabei chegando em casa mais cedo e me deparando com uma notícia sobre os celacantos que muito me fez refletir sobre a desaceleração e os processos de mudança.
Ao contrário dos jabutis que me serviram de mote no comentário de ontem (http://cronicasdejuvenal.blogspot.com.br/2013/04/desaceleracao.html) que, apesar da lentidão, conseguiram se diferenciar razoavelmente dos seus antepassados do Mioceno Superior, os celacantos atraíram interesse científico justamente porque pouco mudaram no transcorrer o tempo: "Em um esforço que levou mais de uma década, uma equipe internacional de
cientistas realizou o sequenciamento e análise do genoma destes peixes,
concluindo que eles evoluíram muito pouco nos últimos 300 milhões de
anos", relata notícia publicada no jornal O Globo online (http://oglobo.globo.com/ciencia/genoma-do-celacanto-traz-pistas-sobre-migracao-da-vida-dos-oceanos-para-terra-8141357).
A autora criou esse blog para divagar sobre o que lê diariamente nos jornais, com foco principalmente (mas não exclusivamente) na cobertura diária de ciência. Suas principais armas são a ironia de inspiração machadiana e um computador bacaninha (ela tirou o escorpião do bolso e comprou um de verdade). Ao citar alguma passagem, por favor, dê créditos para a autora: até para as grandes bobagens o direito autoral é inalienável.
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Desaceleração
Desacelerar é um processo vital como outro qualquer: comer, beber, andar, trabalhar, amar. Isto, muita gente diz saber, mas poucos sabem traduzir a "necessidade" em ações práticas.
As duas notícias que selecionei servem de mote para reflexão sobre a saudável atitude de requalificar seu ritmo vital. Cono tudo nesse mundo é questão de prática, e por querer eu mesma dar o exemplo do que digo, decidi que o que vou escrever a seguir será lido por mim mesma em voz alta, em compasso lento, com atenção redobrada.
A primeira notícia diz respeito às expectativas de desaceleração da inflação dos alimentos até o final deste mês de abril. De acordo com notícia publicada no jornal Hoje em Dia online, "a desaceleração da inflação de alimentos da primeira para a segunda quadrissemana de abril deve confirmar um movimento gradual neste sentido até o final do mês, puxando um recuo no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), avalia o coordenador do indicador e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Picchetti" (http://www.hojeemdia.com.br/noticias/economia-e-negocios/expectativa-e-de-desacelerac-o-da-inflac-o-de-alimentos-1.113269).
Ou seja, se você se alimenta diariamente, é brasileiro e pretende estar vivo até o final do mês de abril (isto é, pelo menos até a segunda quadrissemana), então você já tem mais uma razão para desacelerar sua vida, juntinho com o ritmo da inflação.
A segunda notícia diz respeito a esse fóssil de um jabuti gigantesco que está inaugurando as comemorações dos 30 anos do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas (LPP) da Universidade Federal do Acre (Ufac). Trata-se de "um jabuti gigante, medindo aproximadamente 1,65 metro de comprimento, 90 centímetros de largura de carapaça e um metro de altura. O gigantesco animal, pertencente ao gênero Chelonoidis, viveu durante o período chamado 'Mioceno Superior' " (http://www.hojeemdia.com.br/noticias/fossil-de-jabuti-de-8-milh-es-de-anos-e-apresentado-1.113298).
Segundo Edson Guilherme, doutor em Zoologia pela Universidade Federal do Pará (UFPa) e membro do laboratório em questão, a recomposição do animal "mostra, de certa forma, que foram da América do Sul que saíram os primeiros jabutis gigantes que colonizaram as ilhas remotas do Oceano Pacífico". Portanto, se você é sul-americano, brasileiro, tem orgulho da Amazônia e acha que o ritmo dos jabutis está distante demais da sua realidade, então é preciso parar já: considere sinceramente recolonizar seus hábitos mais frugais de maneira pacífica, antes que um verdadeiro tsunami te derrube: e te obrigue, por força das circunstâncias, a desacelerar!
E se precisar de trilha sonora, aqui vai uma sugestão:
Fonte: http://youtu.be/YYCa5Q8j1BI
As duas notícias que selecionei servem de mote para reflexão sobre a saudável atitude de requalificar seu ritmo vital. Cono tudo nesse mundo é questão de prática, e por querer eu mesma dar o exemplo do que digo, decidi que o que vou escrever a seguir será lido por mim mesma em voz alta, em compasso lento, com atenção redobrada.
A primeira notícia diz respeito às expectativas de desaceleração da inflação dos alimentos até o final deste mês de abril. De acordo com notícia publicada no jornal Hoje em Dia online, "a desaceleração da inflação de alimentos da primeira para a segunda quadrissemana de abril deve confirmar um movimento gradual neste sentido até o final do mês, puxando um recuo no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), avalia o coordenador do indicador e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Picchetti" (http://www.hojeemdia.com.br/noticias/economia-e-negocios/expectativa-e-de-desacelerac-o-da-inflac-o-de-alimentos-1.113269).
Ou seja, se você se alimenta diariamente, é brasileiro e pretende estar vivo até o final do mês de abril (isto é, pelo menos até a segunda quadrissemana), então você já tem mais uma razão para desacelerar sua vida, juntinho com o ritmo da inflação.
A segunda notícia diz respeito a esse fóssil de um jabuti gigantesco que está inaugurando as comemorações dos 30 anos do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas (LPP) da Universidade Federal do Acre (Ufac). Trata-se de "um jabuti gigante, medindo aproximadamente 1,65 metro de comprimento, 90 centímetros de largura de carapaça e um metro de altura. O gigantesco animal, pertencente ao gênero Chelonoidis, viveu durante o período chamado 'Mioceno Superior' " (http://www.hojeemdia.com.br/noticias/fossil-de-jabuti-de-8-milh-es-de-anos-e-apresentado-1.113298).
Segundo Edson Guilherme, doutor em Zoologia pela Universidade Federal do Pará (UFPa) e membro do laboratório em questão, a recomposição do animal "mostra, de certa forma, que foram da América do Sul que saíram os primeiros jabutis gigantes que colonizaram as ilhas remotas do Oceano Pacífico". Portanto, se você é sul-americano, brasileiro, tem orgulho da Amazônia e acha que o ritmo dos jabutis está distante demais da sua realidade, então é preciso parar já: considere sinceramente recolonizar seus hábitos mais frugais de maneira pacífica, antes que um verdadeiro tsunami te derrube: e te obrigue, por força das circunstâncias, a desacelerar!
E se precisar de trilha sonora, aqui vai uma sugestão:
Fonte: http://youtu.be/YYCa5Q8j1BI
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