UA-89169382-1 Crônicas de Juvenal: mudanças climáticas
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

COP das estrelas

A mensagem mais notável para os delegados de 195 países que estão reunidos agora, em Paris, para a Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas, a famosa COP-21, não veio do Leonardo di Caprio (muito embora este último tenha tentado mandar seu recado ao entrevistar a secretária-executiva da Convenção do Clima da ONU, Christiana Figueres). A grande sensação foi o astronauta americano Scott Kelly, que mandou seu recado ao vivo da Estação Espacial Internacional. 

Os argumentos de Kelly foram contundentes e encontraram respaldo na perspectiva privilegiada de quem compõe um seleto grupo de menos de 550 seres humanos que já tiveram o privilégio de ver a Terra de fora. O número dessas pessoas certamente pode até não ser grande, mas, segundo notícia publicada no jornal O Globo online, "foi o suficiente para registrar os danos causados pela indústria e outros agentes." 

No frigir dos ovos, a mensagem de Scott Kelly tornou-se um chamado à uma consciência ampliada dos efeitos partilhados das mudanças climáticas que o planeta vem passando. Ao se despedir do público com uma cambalhota em microgravidade, o astronauta conseguiu destoar do mar de separatividade e acusações mútuas que costumam permear as polêmicas em reuniões da ONU sobre mudanças climáticas. Segundo ele, "o que afeta a África, afeta a América Norte, que afeta a Ásia. Éo maior problema que o planeta tem que enfrentar."

Verdade, camarada! Vivemos todos em um único planeta e o que afeta o meu vizinho, afeta a mim também. Nem precisaríamos ir tão longe para chegar a esta conclusão, mas, já que você chegou, obrigada por compartilha-la os outsiders do seu seletíssimo grupo de 550 privilegiados.