Não era para acontecer, mas aconteceu.
Guia turístico na cidade de Churchill, província de Manitoba (Canadá), David Des Meulles leva dois visitantes para conhecer uma propriedade bastante frequentada por ursos polares. E foi exatamente isto o que eles encontraram: ursos polares.
No entanto, a cena, que foi devidamente registrada em vídeo, superou as expectativas: o que lá se viu foi "um imenso urso polar acariciando um pequeno cachorro preso a uma corrente, que facilmente poderia ter se tornado o almoço".
O dono da propriedade em questão, Brian Ladoon, bastante habituado a encontros "nem tão amigáveis" entre ursos e cães, deve ter ficado com a pulga atrás da orelha. "Não por acaso, a agência para o desenvolvimento sustentável de Manitoba removeu três ursos polares da propriedade de Ladoon na semana passada por causa de encontros nada amigáveis com os cães". Um deles, inclusive, resultou na morte de um dos seus cães.
Ladoon, por sua vez, também foi alvo de críticas pelo especialista em vida selvagem no Ártico e professor na Universidade de Alberta, Ian Stirling. Segundo este, Ladoon não deveria manter seus cães presos na corrente, pois eles ficam totalmente vulneráveis aos ursos. "A relação de aparente amizade entre o urso e o cão é artificial, e nunca aconteceria na natureza", afirma.
Resumo da ópera: enquanto procuramos culpados e analisamos cenários prováveis, urso e cachorro mandam às favas as convenções e viram "brothers" de longa data.
É o amor irrompendo nos rincões mais improváveis deste planeta. Será?
A autora criou esse blog para divagar sobre o que lê diariamente nos jornais, com foco principalmente (mas não exclusivamente) na cobertura diária de ciência. Suas principais armas são a ironia de inspiração machadiana e um computador bacaninha (ela tirou o escorpião do bolso e comprou um de verdade). Ao citar alguma passagem, por favor, dê créditos para a autora: até para as grandes bobagens o direito autoral é inalienável.
sábado, 19 de novembro de 2016
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Chuva estatística
Arautos do pessimismo, jogai vossas armas no chão: eis que a quinta-feira chega trazendo notícias fresquinhas com elevada significância estatística!
Depois de a vitória de Donald Trump nos EUA solapar qualquer confiança que por ventura ainda existisse nas chamadas pesquisas eleitorais, eis que o show da banda norte-americana Guns'n'Roses - marcado para acontecer em São Paulo nesta 6a feira, dia 12 de novembro - promete reverter o presente cenário de descrédito generalizado.
"Com 70% de chance de chuva, Guns leva 'November Rain' ao palco na 6a," conclama a chamada da Folha de S. Paulo para o evento. E para convencer os mais céticos e resistentes aos prognósticos de chuva (já que a probabilidade da banda tocar a canção acima é de 100%), o jornal recorrer a experiências pregressas: "A banda americana já protagonizou duas apresentações no Brasil debaixo de temporal. A primeira, no auge da popularidade do grupo, em 1992, no estacionamento do Anhembi em São Paulo. A segunda aconteceu no Rock in Rio 4, em 2011."
Portanto, quem estiver em São Paulo, que abra a sombrinha e comemore. E se esta não foi, sem dúvida, uma grande jogada de marketing para restaurar a credibilidade dos estatísticos, então, pelo menos, será a chance de molhar o pé e relembrar os sucessos que o cantor-minhoca-rebolante embalava lá pelos idos dos anos 1980 e 1990.
Depois de a vitória de Donald Trump nos EUA solapar qualquer confiança que por ventura ainda existisse nas chamadas pesquisas eleitorais, eis que o show da banda norte-americana Guns'n'Roses - marcado para acontecer em São Paulo nesta 6a feira, dia 12 de novembro - promete reverter o presente cenário de descrédito generalizado.
"Com 70% de chance de chuva, Guns leva 'November Rain' ao palco na 6a," conclama a chamada da Folha de S. Paulo para o evento. E para convencer os mais céticos e resistentes aos prognósticos de chuva (já que a probabilidade da banda tocar a canção acima é de 100%), o jornal recorrer a experiências pregressas: "A banda americana já protagonizou duas apresentações no Brasil debaixo de temporal. A primeira, no auge da popularidade do grupo, em 1992, no estacionamento do Anhembi em São Paulo. A segunda aconteceu no Rock in Rio 4, em 2011."
Portanto, quem estiver em São Paulo, que abra a sombrinha e comemore. E se esta não foi, sem dúvida, uma grande jogada de marketing para restaurar a credibilidade dos estatísticos, então, pelo menos, será a chance de molhar o pé e relembrar os sucessos que o cantor-minhoca-rebolante embalava lá pelos idos dos anos 1980 e 1990.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Sobre asas, rumores e temores
Ok, acidentes acontecem. Mas este envolvendo um brasileiro não identificado no Museu de Arte Antiga de Lisboa parece ser realmente um sinal dos tempos. Segundo notícia publicada hoje no jornal O Globo online, o turista em questão "quebrou uma estátua datada do século XVIII ao tirar uma selfie ao lado da obra."
Em nota, o Ministério da Cultura português descreve o acidente em termos até um tanto condescendentes: "o acidente ocorreu quando o visitante, estando a fotografar uma outra obra, recuou sem olhar, não parou apesar dos alertas do vigilante, e foi contra a peça que se encontrava em cima de um plinto" (sim, escreve-se com "l" mesmo).
Apesar de os danos terem sido considerados "recuperáveis" pelo diretor-adjunto do museu, José Alberto Carvalho, a estátua em questão - que é de São Miguel arcanjo, tem quase dois metros de altura e é de autoria desconhecida - acabou saindo com as asas, uma parte do manto e um dos braços quebrados.
Sem asas, a estátua de São Miguel arcanjo passará por restauro, mas não sem antes levantar rumores e temores deste e daquele lado do Atlântico.
O rumor diz respeito à possibilidade da estátua mudar de nome enquanto o restauro não sai e vir a se chamar provisoriamente Anjo da Laodiceia (em referência ao anjo de asas quebradas do Apocalipse). O temor envolve a probabilidade, ainda que remota, de que a banda sertaneja Brilha Som venha escolher o Museu de Arte Antiga de Lisboa para gravar um outro clipe para a sua canção "Anjo sem Asa".
Neste último caso, por mera precaução, aventa-se a proibição de selfies de qualquer espécie aos fãs da banda, de modo a evitar que o museu inteiro venha abaixo.
Em nota, o Ministério da Cultura português descreve o acidente em termos até um tanto condescendentes: "o acidente ocorreu quando o visitante, estando a fotografar uma outra obra, recuou sem olhar, não parou apesar dos alertas do vigilante, e foi contra a peça que se encontrava em cima de um plinto" (sim, escreve-se com "l" mesmo).
Apesar de os danos terem sido considerados "recuperáveis" pelo diretor-adjunto do museu, José Alberto Carvalho, a estátua em questão - que é de São Miguel arcanjo, tem quase dois metros de altura e é de autoria desconhecida - acabou saindo com as asas, uma parte do manto e um dos braços quebrados.
Sem asas, a estátua de São Miguel arcanjo passará por restauro, mas não sem antes levantar rumores e temores deste e daquele lado do Atlântico.
O rumor diz respeito à possibilidade da estátua mudar de nome enquanto o restauro não sai e vir a se chamar provisoriamente Anjo da Laodiceia (em referência ao anjo de asas quebradas do Apocalipse). O temor envolve a probabilidade, ainda que remota, de que a banda sertaneja Brilha Som venha escolher o Museu de Arte Antiga de Lisboa para gravar um outro clipe para a sua canção "Anjo sem Asa".
Neste último caso, por mera precaução, aventa-se a proibição de selfies de qualquer espécie aos fãs da banda, de modo a evitar que o museu inteiro venha abaixo.
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Papagaio-surpresa
O mundo está repleto de coisas surpreendentes, dessas de deixar o queixo cair e a coluna vertebral arrepiar. A grande questão é o quão frequentemente as pessoas se dão conta dessas coisas, estejam elas próximas ou distantes no espaço e no tempo.
Dentre os bilhões de mortais que povoam este planeta, existe um pequeno grupo que fica particularmente satisfeito em se deparar com coisas surpreendentes que estão distantes no tempo. Trata-se, obviamente, dos paleontólogos. No entanto, quando a "surpresa" envolve a descoberta de um objeto distante no tempo e no espaço, aí, então, meu caro leitor, é só alegria, alegria.
Dentre os bilhões de mortais que povoam este planeta, existe um pequeno grupo que fica particularmente satisfeito em se deparar com coisas surpreendentes que estão distantes no tempo. Trata-se, obviamente, dos paleontólogos. No entanto, quando a "surpresa" envolve a descoberta de um objeto distante no tempo e no espaço, aí, então, meu caro leitor, é só alegria, alegria.
Este parece ser o caso da equipe coordenada por Nikita Zelenkov, pesquisador no Instituto Paleontológico Borissiak, da Academia de Ciências da Rússia. Ele foi responsável pela descoberta de um osso de papagaio em plena Sibéria: "Um único osso de papagaio foi descoberto na região de Baikal, ao sul, e data de, aproximadamente, entre 16 e 18 milhões de anos atrás". Por ser a primeira vez em que um fóssil de papagaio é encontrado no continente asiático, a descoberta pode "mudar o nosso entendimento sobre o quão cedo os papagaios se disseminaram pelo mundo e migraram para a América”.
A descoberta, contudo, teve de ser "garimpada" em meio a fósseis de diversos outros animais - tais como rinocerontes, hipopótamos, gatos e roedores. Mas bastou um único fragmento de um osso denominado de tarsometatarso do papagaio fossilizado, localizado na parte inferior da perna do animal, para que ele pudesse ser comparado com outros possíveis parentes: "O osso tem características similares às de outro fóssil recente na Alemanha, divulgado há seis anos, pertencente a uma espécie chamada Mogontiacopsitta miocaena," explica Zelenkov.
Mas o mais surpreendente de tudo é algo que talvez os próprios paleontólogos ainda não tenham se dado conta até o momento: trata-se, seguramente, do papagaio que está há mais tempo calado em todo o continente asiático. Possivelmente, um grande alívio para animais de grande porte e roedores que compartilharam com ele a sua exótica caminhada por este mundo.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Crônica do orelhão vintage
Era só um orelhão azul na esquina de uma tarde de domingo.
Hoje, totalmente relegado ao esquecimento pela era wifi. "Provavelmente não funciona", disse uma amiga. "O pior que eu cheguei a comprar um cartão há mais ou menos um ano atrás. Tentei em uns 10 telefones no centro da cidade e não achei nenhum que funcionasse. Guardei o cartão de recordação...". Esse aí da foto, nem pude testar, pois não consegui achar meu último cartão.
Pelo menos, ao contrário das novas gerações, ainda sabemos para que ele serve. Também, pudera! Somos remanescentes do tempo em que se usava a expressão "só agora caiu a ficha' - prima-irmã da expressão "vê se vira esse disco". Também somos solidárias com o telefone de disco (sim, os números antes eram discados e não digitados), com o disquete flexível e com a capa plástica de proteção do computador de mesa. Hoje, quase ninguém entende o significado dessas expressões, da mesma forma que as novas gerações provavelmente nem sabem para que serve um orelhão. E, mesmo se soubessem, não saberiam nem onde conseguir o cartão para testar o funcionamento.
Quando muito, devem pensar que o orelhão é local de abrigo em dia de chuva. Imagine se, um dia, aquele vizinho de bairro que você sempre viu, mas nunca cumprimentou, resolve correr para debaixo do orelhão justamente no momento em que você chegava lá.
Imagine a seguinte situação: nervoso, o tal vizinho chamava um Uber pelo celular. Aliás, faz todo sentido a cena, muito mais verossímil do que o oposto: alguém de dentro do Uber ligando para um orelhão. Nisso, a chuva aperta. "Pode chegar mais para perto", disse o vizinho. "Perto? Que perto? Perto para quê? Meu pé já está ensopado", pensa você. A chuva não cede, mas você, você que vive com pressa, resolve ceder.
E a gentileza acaba virando um abraço apertado e um beijo molhado. Logo vocês dois que, em plena era das mídias interconectadas, das comunicações interativas em tempo real, nunca tinham tido tempo para se conhecer. O tempo passa, os respectivos celulares tocam, mas o beijo continua - antes molhado, agora encharcado.
Nisso, o Uber passa, mas ninguém nota sua presença. O motorista, comovido, resolve não interromper. Chegou a pensar em descer do carro, entrar debaixo de um orelhão e ligar para o seu amor. Como os orelhões são escassos, liga dali mesmo, de dentro do carro, parado junto ao acostamento.
Nisso, uma velhinha nascida na década de 1920 - portanto, genuinamente vintage! - recém-saída da casa paroquial da Igreja de Santa Efigênia, chama um Uber pelo aplicativo do seu celular. "Uai, mas tem um aqui logo em frente da marquise!" Ela bate no vidro no exato momento em que o motorista do Uber desliga o seu celular. "Claro, minha senhora, pode entrar."
A senhora vintage, sentada no banco de trás, olha para o motorista e segreda: "Sabe, meu filho. Esse tal de smartphone é um orelhão que a gente carrega no bolso e que faz mil coisas que a gente nem imagina. Mas já teve um tempo em que namorar pelo orelhão era modernidade. Na minha juventude, a gente marcava encontro era por bilhetinho mesmo."
"Foram muitos encontros marcados ali mesmo, pertinho da casa paroquial da Igreja de Santa Efigênia", lembra saudosa a senhora vintage. Exatamente ali onde o casal recém-formado ignorava a tecnologia de ponta para se conhecer melhor.
*********
Meus agradecimentos a Sandra Rodrigues e a Maira Botelho, com quem esta bela crônica foi colaborativamente redigida.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Gritos de ordem
Eta que a escrita anda cansativa nesses últimos dias. É tanta notícia ruim na imprensa local e nacional, que tem me sobrado pouca motivação para falar das flores.
Mas para cada picada de cobra, há sempre um soro antiofídico nesse mundo. E o antídoto mais indicado nesse momento, caro leitor, se chama: mobilização. Concordo, contudo, que há mobilizações de todos os tipos. Algumas são formas bem estranhas, como aquela escolhida pela cantora Madonna para incentivar os eleitores norte-americanos a votar em Hillary Clinton: "Madonna prometeu, durante um show nesta terça-feira (18), em Nova York, fazer sexo oral em quem votar em Hillary Clinton na eleição presidencial dos EUA", relata notícia publicada hoje no jornal Hoje em Dia online.
Segundo a referida notícia, Madonna teria se dirigido ao público nos seguintes termos: "Se você votar em Hillary Clinton, vou lhe fazer sexo oral (...) Ok? Eu sou boa nisso. Costumo olhar nos olhos e engulo". Não sei se ela conseguiria muitos novos eleitores, nem mesmo se teria disposição para cumprir a promessa, mas, de qualquer forma, estou certa de que Bill Clinton aprovaria o método.
Outra mobilização com slogan contundente aconteceu na cidade do México, onde palhaços de diversos países da América Latina protestam contra a nova tendência de pessoas saírem travestidas de palhaços assustadores para assustar a população local. Nascida nos EUA e disseminada por outros países, como Reino Unido, Austrália e Brasil, a prática é de gosto duvidoso e deixou um gosto amargo na boca daqueles que fazem desta arte seu ganha-pão.
"Parem com essa palhaçada", gritaram durante congresso anual naquela cidade. "Somos palhaços, não assassinos," reivindicam eles. Preocupados com o impacto negativo desta tendência no seu modesto meio de vida, os palhaços de verdade mandam um recado para suas plateias: morrer, só se for de rir. De susto, jamais!
Por fim, alunos da área de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais resolveram ocupar o Centro de Atividades Acadêmicas 1 (CAD1) para protestar contra a proposta da PEC 241 - aquela emenda constitucional que congela os investimentos em saúde e educação por vinte anos. A proposta, que foi lançada após o anúncio da redução do orçamentos das instituições de ensino federais em 45% para o ano que vem, tem por objetivo fazer o drama do sucateamento da universidade pública, gratuita e de qualidade perdurar por mais duas décadas.
Parar com a palhaçada, eis o querem o quanto antes os estudantes. Do contrário, eles pensarão muito seriamente em convidar a Madonna a atuar em sua defesa lá no Congresso Nacional. Fila de adesões garantida.
Mas para cada picada de cobra, há sempre um soro antiofídico nesse mundo. E o antídoto mais indicado nesse momento, caro leitor, se chama: mobilização. Concordo, contudo, que há mobilizações de todos os tipos. Algumas são formas bem estranhas, como aquela escolhida pela cantora Madonna para incentivar os eleitores norte-americanos a votar em Hillary Clinton: "Madonna prometeu, durante um show nesta terça-feira (18), em Nova York, fazer sexo oral em quem votar em Hillary Clinton na eleição presidencial dos EUA", relata notícia publicada hoje no jornal Hoje em Dia online.
Segundo a referida notícia, Madonna teria se dirigido ao público nos seguintes termos: "Se você votar em Hillary Clinton, vou lhe fazer sexo oral (...) Ok? Eu sou boa nisso. Costumo olhar nos olhos e engulo". Não sei se ela conseguiria muitos novos eleitores, nem mesmo se teria disposição para cumprir a promessa, mas, de qualquer forma, estou certa de que Bill Clinton aprovaria o método.
Outra mobilização com slogan contundente aconteceu na cidade do México, onde palhaços de diversos países da América Latina protestam contra a nova tendência de pessoas saírem travestidas de palhaços assustadores para assustar a população local. Nascida nos EUA e disseminada por outros países, como Reino Unido, Austrália e Brasil, a prática é de gosto duvidoso e deixou um gosto amargo na boca daqueles que fazem desta arte seu ganha-pão.
"Parem com essa palhaçada", gritaram durante congresso anual naquela cidade. "Somos palhaços, não assassinos," reivindicam eles. Preocupados com o impacto negativo desta tendência no seu modesto meio de vida, os palhaços de verdade mandam um recado para suas plateias: morrer, só se for de rir. De susto, jamais!
Por fim, alunos da área de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais resolveram ocupar o Centro de Atividades Acadêmicas 1 (CAD1) para protestar contra a proposta da PEC 241 - aquela emenda constitucional que congela os investimentos em saúde e educação por vinte anos. A proposta, que foi lançada após o anúncio da redução do orçamentos das instituições de ensino federais em 45% para o ano que vem, tem por objetivo fazer o drama do sucateamento da universidade pública, gratuita e de qualidade perdurar por mais duas décadas.
Parar com a palhaçada, eis o querem o quanto antes os estudantes. Do contrário, eles pensarão muito seriamente em convidar a Madonna a atuar em sua defesa lá no Congresso Nacional. Fila de adesões garantida.
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Crianceiras
Uma frestazinha de sol nesse mundo acinzentado?
Um pouco de poesia para refrescar suas manhãs (tardes e noites também)?
Pois a boa nova do dia - que é também o Dia das Crianças - é a seguinte: a poesia de Manoel de Barros agora está disponível em aplicativo para celular.
A ideia de musicar os poemas de Barros nasceu de um vizinho do poeta, Márcio de Camillo, quando este decidiu canta-los para a sua filha. A ideia progrediu e acabou virando o show Crianceiras, que circulou pelo país nos últimos cinco anos.
Agora, a brincadeira ganhou ares interativos: "O app reúne dez poemas musicados e animados - Bernardo, Linhas Tortas, Um Bem-Te-Vi e O Menino e o Rio são alguns deles - e quatro poesias interativas - as palavras se movimentam e viram desenhos ao serem tocadas".
Com ilustrações de Martha Barros, filha do poeta, o aplicativo Crianceiras pode ser baixado em plataformas iOS e Androide e é totalmente gratuito.
Um pouco de poesia para refrescar suas manhãs (tardes e noites também)?
Pois a boa nova do dia - que é também o Dia das Crianças - é a seguinte: a poesia de Manoel de Barros agora está disponível em aplicativo para celular.
A ideia de musicar os poemas de Barros nasceu de um vizinho do poeta, Márcio de Camillo, quando este decidiu canta-los para a sua filha. A ideia progrediu e acabou virando o show Crianceiras, que circulou pelo país nos últimos cinco anos.
Agora, a brincadeira ganhou ares interativos: "O app reúne dez poemas musicados e animados - Bernardo, Linhas Tortas, Um Bem-Te-Vi e O Menino e o Rio são alguns deles - e quatro poesias interativas - as palavras se movimentam e viram desenhos ao serem tocadas".
Com ilustrações de Martha Barros, filha do poeta, o aplicativo Crianceiras pode ser baixado em plataformas iOS e Androide e é totalmente gratuito.
Libellés :
aplicativo para celulares e tablets,
dia das crianças.,
Manoel de barros,
Márcio de Camillo,
poesia,
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